Serra da Mantiqueira, São Paulo

Planejamento

São Bento do Sapucaí com crianças e idosos: isenções, carro e passeios leves

Por João Vitor CarmassiPublicado em Atualizado em 7 min de leitura

Informação conferida em . Confirme antes de ir.

Vista a partir da Pedra do Bauzinho, no complexo da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí

Planejar São Bento do Sapucaí com crianças pequenas ou com avós no grupo é menos uma questão de escolher atrações e mais de conhecer as regras: quem paga a taxa do Monumento Natural, quem pode subir de carro, onde a caminhada é curta e onde não há estrutura para quem tem dificuldade de locomoção. As regras abaixo saem das páginas oficiais e servem para montar um dia que caiba no ritmo da família.

O que dá para fazer com crianças pequenas e idosos

Em resumo, três tipos de passeio funcionam bem para grupos com pouca disposição para caminhar:

  • Pedra do Bauzinho, no complexo da Pedra do Baú, onde parte do grupo pode subir de carro e a trilha final é curta.
  • Programas no centro, como a Casa da Cultura Miguel Reale, as Capelinhas de Mosaico e o Mirante do Cruzeiro, próximos entre si.
  • Cachoeira com poços rasos, desde que você confirme antes as condições de acesso.

O que fica de fora são as trilhas longas e as subidas em rocha do complexo, que explicamos mais abaixo. Para ver tudo isso no mesmo lugar, use o mapa turístico.

Quem não paga a taxa do Monumento Natural

A entrada no Bauzinho tem uma Taxa de Preservação e Conservação Ambiental de R$ 18,00 por pessoa, segundo a página do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú (MONA). Três grupos são isentos:

  • idosos acima de 60 anos;
  • crianças de até 12 anos;
  • moradores de São Bento do Sapucaí com a Carteirinha de Morador emitida pela Secretaria de Meio Ambiente.

Na prática, um casal com dois filhos de até 12 anos paga R$ 36,00, e uma família que leva os avós não paga nada por eles. A página de informações do MONA pede que o visitante apresente documento com foto ao entrar, então leve o documento de todos, inclusive o das crianças, para comprovar a idade.

Quem pode subir de carro até o Bauzinho

Esta é a regra que mais pesa para quem viaja com idosos ou bebês. Segundo o MONA, a subida de carro até o Bauzinho é liberada apenas para:

  • pessoas com mais de 60 anos;
  • pessoas com mobilidade reduzida;
  • gestantes;
  • crianças com idade igual ou inferior a 5 anos.

Quem não se encaixa deixa o carro no estacionamento e segue a pé, em uma caminhada de cerca de 30 minutos. A Secretaria de Turismo do município acrescenta que a liberação exige comprovação. Uma forma de organizar o grupo: o carro sobe com os avós, a gestante ou a criança pequena, e os demais fazem o trecho andando e se encontram lá em cima.

Vale um aviso: neste guia seguimos a página do próprio Monumento Natural, mas regras de unidade de conservação mudam de tempos em tempos. Confirme na portaria antes de contar com a subida de carro.

Agendamento e horário

O Bauzinho não exige agendamento; a Ana Chata e a subida ao Baú pela via ferrata, sim. Horário e forma de pagamento estão detalhados no post sobre as áreas protegidas e o MONA. Com criança ou idoso, a regra prática é chegar cedo: evita a correria do fim da tarde e deixa folga antes de qualquer horário de fechamento.

Pets não entram no Monumento Natural. Se o cachorro vem junto, veja como dividir o dia no post sobre levar cachorro à Pedra do Baú.

Bauzinho: a trilha mais curta do complexo

Das três trilhas do complexo da Pedra do Baú, a do Bauzinho é a única classificada como fácil. O material oficial de turismo da cidade informa 235 metros, feitos em cerca de 10 minutos, e diz que o percurso pode ser feito até por crianças. Para comparar, a mesma fonte descreve a Ana Chata com 1.830 metros, cerca de uma hora e nível moderado, e a trilha do Baú com 1.790 metros, cerca de uma hora e meia, nível difícil.

Segundo a mesma página, o carro autorizado sobe até o estacionamento do Bauzinho, no início das trilhas, então quem tem direito à subida caminha basicamente esse trecho curto. A página do lugar no mapa tem fotos e a localização: Pedra do Bauzinho.

O que não é indicado: acessibilidade e trilhas em rocha

Dois limites precisam entrar no planejamento.

Não há acessibilidade no Monumento Natural. O Guia de Áreas Protegidas do Governo de São Paulo registra, na ficha da unidade, que o MONA não oferece acessibilidade. Para quem usa cadeira de rodas ou tem mobilidade muito limitada, a subida de carro ajuda, mas não garante acesso ao mirante. A mesma ficha lista centro de visitantes, estacionamento, sanitários e lanchonete na estrutura da unidade.

Ana Chata e Pedra do Baú não são passeios leves. Segundo o material oficial de turismo da cidade, a trilha da Ana Chata tem escadas instaladas na rocha e um trecho de túnel, e a subida ao Baú passa por 320 degraus da via ferrata, com equipamento de segurança obrigatório (cadeirinha, capacete, mosquetões e sistema de autosseguro duplo). Com crianças pequenas ou idosos, o Bauzinho é a opção do complexo. Se parte do grupo quiser encarar o cume, veja a página da Pedra do Baú e combine um ponto de encontro para quem fica.

Programas no centro: Casa de Cultura, Capelinhas e mirante

Para um dia de chuva, um intervalo entre passeios ou um grupo que prefere andar pouco, o centro concentra programas próximos. E quem quiser esticar a caminhada pode seguir a Rota das igrejas de São Bento do Sapucaí, passeio a pé que liga a Igreja Matriz, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a de São Benedito, a de Nossa Senhora dos Remédios, a Capelinha de Mosaico e a Ladeira dos Pirilampos.

Casa da Cultura Miguel Reale

A Casa da Cultura Miguel Reale tem entrada gratuita, é coberta e tem varanda e coreto no jardim, o que dá respiro para quem se cansa de sala fechada. Ela abre de quinta a domingo e nos feriados. Horários completos, o que há no acervo e o Museu do Zé Pereira, com os bonecões do carnaval que costumam agradar às crianças, estão no post sobre os museus da cidade.

Capelinhas de Mosaico

As Capelinhas de Mosaico são obra dos artistas Ângelo Milani e Cláudia Vilar. A do centro fica na Rua 13 de Maio, 217, e as capelinhas ficam abertas todos os dias. São três no município: além da do centro, uma na Avenida Sebastião de Mello Mendes, perto do Paço Municipal, no Paiol Grande, e outra no bairro do Quilombo.

Mirante do Cruzeiro

O Mirante do Cruzeiro fica na Rua Presidente Castelo Branco, 139, no centro. O roteiro Natureza e Bem-Estar da Prefeitura destaca a vista para o centro com as montanhas da Mantiqueira ao fundo e o mosaico dos pontos cardeais desenhado no chão, bom para mostrar às crianças. O material indica o lugar para ver o pôr do sol.

Cachoeira de água rasa: cuidados antes de ir

O roteiro Natureza e Bem-Estar, material de divulgação da Prefeitura sem data de atualização no arquivo, descreve a Cachoeira do Encontro, no bairro Paiol Grande, com duas quedas e piscinas naturais rasas, indicadas para se refrescar com crianças. O mesmo material cita um valor de visitação e um caminho de acesso que podem não valer mais: o cadastro do mapa registra que hoje já não se entra pela Cachoeira dos Amores.

Como o material não tem data e acessos a cachoeiras mudam com o tempo, trate essas informações como ponto de partida, e não como regra atual:

  • confira no pino da Cachoeira do Encontro no mapa por onde entrar hoje;
  • não conte com cobrança nem com gratuidade antes de chegar;
  • mesmo em poço raso, fique ao lado das crianças: pedras molhadas escorregam;
  • para idosos, avalie o trecho de trilha até a queda antes de levar o grupo inteiro.

Como montar o dia

Uma divisão que respeita as regras acima: manhã no Bauzinho, chegando cedo, com o carro levando quem tem direito à subida e documentos de todos à mão; tarde no centro, com Casa da Cultura (de quinta a domingo), Capelinhas e Mirante do Cruzeiro. A cachoeira fica para um dia de calor, depois de confirmar o acesso. Para ver os pontos por categoria e a localização de cada um, abra o mapa turístico.

Lugares citados

Os lugares deste texto, com endereço, horário e rota de carro.

Pedra do Baú vista do alto do Bauzinho, com o vale e o casario ao fundo

Aventura

Pedra do Bauzinho

A 1.760 m, é a trilha mais acessível do complexo, e não exige agendamento.

Cruz de cimento do Mirante do Cruzeiro sobre a plataforma de piso claro, com escadas, guarda-corpo e os morros verdes ao fundo

Turismo

Mirante do Cruzeiro

O mirante que se alcança a pé do centro, com a rosa dos ventos desenhada em mosaico no chão.

Turismo

Cachoeira do Encontro

Duas quedas que se encontram, com piscinas rasas: a melhor da região para ir com criança.

Perguntas frequentes

Criança paga a taxa para entrar no Bauzinho?

Não até os 12 anos. A página do Monumento Natural da Pedra do Baú lista como isentos da taxa de R$ 18,00 as crianças de até 12 anos, os maiores de 60 anos e os moradores do município com carteirinha da Secretaria de Meio Ambiente.

Idoso pode subir de carro até o Bauzinho?

Sim. Segundo o Monumento Natural, a subida de carro é liberada para maiores de 60 anos, pessoas com mobilidade reduzida, gestantes e crianças de até 5 anos. Os demais visitantes deixam o carro na portaria e caminham cerca de 30 minutos.

O Monumento Natural da Pedra do Baú tem acessibilidade?

Não. O Guia de Áreas Protegidas do Governo de São Paulo informa que a unidade não oferece acessibilidade.

Precisa agendar a visita ao Bauzinho?

Não. O agendamento não é obrigatório para o Bauzinho. Ana Chata e via ferrata exigem agendamento prévio, segundo a página do Monumento Natural.

Fontes

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